Ateliês – Poéticas Contemporâneas/Diálogos Intermidiáticos
Prof. Vinicius Leonardo Oliveira Silva
Aluna: Sheila Rodrigues
Vídeo escolhido: “INEVITÁVEL” - POLO CATALÃO
Link vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=BEW0vVqdyIc&feature=player_embedded#!
Autoras: Marcia Gianelli Stoppa
Mária das Graças Ribeiro Roldão
Poesia:
A Cristo Senhor Nosso crucificado
Gregório de Matos Guerra (1633-1696)
Meu Deus, que estais pendente em um madeiro,
Em cuja lei protesto viver,
Em cuja santa lei hei de morrer
Animoso, constante, firme, e inteiro.
Neste lance, por ser o derradeiro,
Pois vejo a minha vida anoitecer,
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um Pai manso Cordeiro.
Mui grande é vosso amor, e meu delito,
Porém pode ter fim todo o pecar,
E não o vosso amor, que é infinito.
Esta razão me obriga a confiar,
Que por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar.
Poeta do período Barroco Brasileiro, Gregório de Matos Guerra foi um importante poeta do Brasil colonial. Nasceu na Bahia, estudou com os jesuítas e se formou na Universidade de Coimbra, em 1661.
Sua obra pode ser dividida em quatro temáticas poéticas: poesias amorosas, nas quais é freqüente o uso da antítese entre o amor angelical e o amor diabólico e do dualismo entre a carne e espírito; poesias filosóficas, em que se pode encontrar todo o pensamento de Gregório de Matos perante a vida e a morte;poesias religiosas, que, assim como as poesias amorosas , apresentam os conflitos entre os opostos vida/morte, pecado/perdão, prazer/pureza da alma,etc
Por isso escolhi a poesia de Gregório Matos para compartilhar com o vídeo que fala sobre a morte e o que se aprendeu na vida. Como a autora do vídeo diz o que aprendeu enquanto esteve neste plano escolhi a poesia que Gregório escreve quase em seu leito de morte pedindo a Cristo o perdão de seus pecados cometidos durante a vida e a salvação.
BIBLIOGRAFIA:
http://www.arlindo-correia.com/161105.html - (22/08/2010, às 16:00hs)
Escola viva: programa de pesquisa e apoio escolar: o tesouro do estudante.1.ed.-São Paulo: Meca, 1998.
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